Boletim da Mortalidade materna no município do Rio de Janeiro, 2012 a 2025


Apresentação

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio) por meio da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e da Superintendência de Atenção Primária (SAP), ambas da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SUBPAV), apresenta a edição de 2026 do Boletim de Mortalidade Materna.

A morte materna é considerada um evento-sentinela e um importante indicador de saúde pública e social que reflete a qualidade da atenção à saúde da mulher, o acesso aos serviços de saúde, como planejamento familiar, assistência pré natal, parto e ao puerpério, além das condições socioeconômicas e modos de vida. Na maioria dos casos, a morte materna é considerada evitável pela disponibilidade dos serviços de saúde (WHO, 2023). Para a total compreensão dos fatores determinantes e condicionantes desse tipo de óbito, é necessário a análise sistematizada da assistência prestada durante todo o seu ciclo gravídico-puerperal.

No âmbito municipal, o enfrentamento da mortalidade materna é uma agenda estratégica para a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e desde 2021 têm sido alvo de esforços integrados pela SMS-Rio para a sua redução.

Este boletim foi desenvolvido a partir de dados extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) de 2012 a 2025 e apresenta análises do perfil sociodemográfico dos óbitos maternos, além das causas e a distribuição geográfica. Além disso, são apresentados dados sobre a investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (MIF) e as estratégias adotadas para a redução da mortalidade materna.

A SMS-Rio reafirma seu compromisso para a redução da mortalidade materna e avanço na proteção à saúde e equidade de cuidados, na garantia do direito à saúde.


1. Panorama da mortalidade materna

A mortalidade materna pode ser definida como o óbito de uma mulher durante a gestação, parto, abortamento ou até 42 dias após o parto, causada por qualquer fator relacionado à gravidez ou agravado por ela. A Razão de Mortalidade Materna (RMM) é um importante indicador de saúde pública, calculado como o número de óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos (NV). É um indicador sensível que reflete a qualidade da atenção à saúde reprodutiva e da capacidade do sistema de garantir cuidado oportuno e seguro. Os dados sobre mortalidade materna são atualizados semanalmente e podem ser consultados no Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio de Janeiro (EpiRio), disponível no endereço https://svs.rio.br/epirio. A pandemia da COVID-19 trouxe um importante impacto negativo na mortalidade materna entre os anos de 2020 e 2021. Contudo, grandes esforços foram realizados impactando diretamente nessas mortes: em 2024 o município registrou a menor RMM da série histórica (48,7 óbitos a cada 100.000 NV) e 28 óbitos maternos. Em 2025 observou-se um discreto aumento da RMM em relação ao ano anterior, mantendo-se, ainda, abaixo de 70 óbitos a cada 100.000 NV. Essa tendência foi observada também na maior parte das Áreas Programáticas (AP) da cidade.


1.1 Razão de mortalidade materna por 100.000 nascidos vivos por ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.2. Número de óbitos maternos por ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.3. Razão de mortalidade materna por AP e ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.

A linha tracejada corresponde à RMM do MRJ para fins de comparação com a RMM de cada AP (linha cheia).



1.4. Razão de mortalidade materna por faixa etária e ano, MRJ, 2012-2025

Historicamente, a RMM é mais elevada entre mulheres com 35 anos ou mais. Contudo, em 2023, observou-se uma inversão desse padrão, onde a maior RMM ocorreu entre adolescentes, representando 153,6 óbitos por 100 mil NV. A partir de 2024 o panorama retorna ao padrão histórico.


Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.5. Razão de mortalidade materna por escolaridade e ano, MRJ, 2012-2025

A análise da escolaridade evidencia desigualdades importantes na mortalidade materna: quanto menor o nível de escolaridade, maior a RMM, enquanto mulheres com 12 anos ou mais de estudo apresentaram os menores coeficientes ao longo da série histórica. Em 2025, mulheres com até 3 anos de estudo registraram a terceira maior RMM da série, com 751,9 óbitos por 100 mil NV. Esse cenário reforça a relação entre vulnerabilidades sociais e piores desfechos na saúde materna, destacando a necessidade de ações equitativas e de uma atenção qualificada voltada aos grupos mais vulneráveis.


Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.6. Razão de mortalidade materna por raça/cor e ano, MRJ, 2012-2025

A avaliação da RMM por raça/cor demonstra desigualdades persistentes: mulheres negras (pretas e pardas) apresentam RMM superiores aos observados entre mulheres brancas. Embora a SMS-Rio desenvolva ações voltadas ao enfrentamento do racismo estrutural e à promoção da equidade racial, essa população permanece mais exposta ao risco de óbito materno. Esse cenário reforça a necessidade de ampliar e fortalecer as ações de saúde sexual e reprodutiva com enfoque racial, especialmente nos cuidados perinatais (assistência ao pré-natal, parto e puerpério), visando garantir cuidado qualificado e oportuno às mulheres em maior situação de vulnerabilidade.


Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.7. Distribuição espacial dos óbitos maternos, MRJ, 2025

A análise da distribuição espacial dos óbitos maternos permite identificar territórios prioritários e direcionar as estratégias de prevenção e intervenção em saúde materna. Embora haja mudança nas áreas com maior quantidade de casos de óbito em 2025 comparado ao ano de 2024, a distribuição no município do Rio de Janeiro indica que, historicamente, as áreas com maior incidência de mortalidade materna estão em regiões com os menores Índices de Progresso Social (IPS). Essa distribuição aponta vulnerabilidades e evidencia o peso das iniquidades e dos determinantes sociais como fatores centrais na mortalidade materna.


Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.8. Distribuição espacial dos óbitos maternos, MRJ, 2024

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



2. Causas de morte materna

As causas de morte materna podem ser classificadas em obstétricas diretas e indiretas. As causas obstétricas diretas decorrem de complicações da gestação, parto ou puerpério. Já as causas obstétricas indiretas são aquelas relacionadas a doenças preexistentes ou desenvolvidas durante a gestação, mas que não estão diretamente relacionadas à gravidez. Ao longo da série histórica no município do Rio de Janeiro, observa-se predominância das causas diretas, como aborto, toxemia gravídica e infecções puerperais. Nos anos de 2020 e 2021, houve inversão desse padrão devido ao aumento das causas indiretas relacionadas aos óbitos por COVID-19. Nos anos seguintes, verificou-se o retorno da predominância das causas diretas. Em 2025, aborto, transtornos placentários, toxemia gravídica e complicações do parto e puerpério responderam por mais de 60% dos óbitos maternos. Quanto à distribuição das causas segundo AP de residência, observa-se heterogeneidade entre os territórios, sem predomínio uniforme das causas obstétricas diretas. A análise das causas de morte materna é fundamental para identificar fatores de risco e orientar estratégias de prevenção, com foco na melhoria da assistência pré-natal, do parto, do puerpério e do manejo das comorbidades.


2.1. Distribuição das causas obstétricas direta e indireta de óbito materno por ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



2.2. Distribuição das causas obstétricas direta e indireta de óbito materno por AP e ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



2.3. Distribuição das causas agrupadas de óbito materno por ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.

AIDS - novo CID para óbito materno a partir de 2020, contando nas Causas indiretas.



2.4. Causas agrupadas de óbito materno por ano, MRJ, 2012-2025


Causa agrupada 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
AIDS 3 7 2 3 1 4 4 3
Aborto 7 10 5 8 9 8 2 7 8 6 7 4 1 5
Causas indiretas 14 24 25 18 28 22 19 23 50 75 18 19 13 13
Complicações parto 6 2 5 6 7 5 8 3 2 2 4 5
4
Complicações puerpério 10 5 8 15 7 14 7 6 5 8 9 7 6 4
Toxemia gravidica 13 14 12 10 4 10 7 12 14 13 6 8 6 8
Transt placenta membrana 2 1 2 6 2 4 2 5 2 1 2 1 1 5
Outros transt gravidez
3 5 1 3 3 1 3 2 2 4
1 2
Neopl comport incerto
1
a Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.
b AIDS - novo CID para óbito materno a partir de 2020, contando nas Causas indiretas.



2.5. Distribuição das causas agrupadas de óbito materno por AP e ano, MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



2.6. Causas indiretas de óbito materno por ano, MRJ, 2012-2025


Causa indireta 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Anemia complic gravidez parto puerperio 1
1 2
1
1
1
Doenc ap circulat compl gravidez parto puerp 3 5 7 6 10 7 6 3 5 4 8 4 5 2
Doenc ap digestiv compl gravidez parto puerp 2 2 4 3 4 1 2 4 2 2
2
4
Doenc ap respirat compl gravidez parto puerp 1 5 1 2 3 3 1 7
2 3 1 2 3
Doenc pele tec subcut compl grav parto puerp 1
Morte obstetrica de causa NE 1 4 3 3 3 4 4 5 2 1 1
1 2
Outr doenc afec espec compl grav parto puerp 2 7 5
4 5 1 2 1 2 1 6 4
Tuberc complic gravidez parto e puerperio 3
1 1 2
1 2 1 2 1 1
Out doen sang hemat imun comp grav part puer
1
1 1
Doen endoc nutr metab compl grav parto puerp
2
1
1 1 1
Hepatite viral complic gravidez parto puerp
1
Trans ment doen sis nerv comp grav part puer
1 1
2 1
1 1
1
Outr doenc virais compl gravidez parto puerp
1
1 38 59 1 1
Doen inf paras mat NE compl grav parto puerp
1
Out doen inf paras mat comp grav parto puerp
1
a Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



3. Invetigação de óbitos de mulher em idade fértil

A investigação dos óbitos de mulheres em idade fértil (MIF), compreendidas na faixa etária de 10 a 49 anos, é fundamental para qualificar a vigilância da mortalidade materna, pois possibilita identificar óbitos maternos não declarados ou mascarados, ou seja, não atestados como materno na declaração de óbito. Além disso, contribui para o conhecimento do perfil e das principais causas de mortalidade da população feminina. A proporção de óbitos de MIF investigados constitui um importante indicador que propicia a qualificação das informações sobre mortalidade materna. Nos últimos anos, o município do Rio de Janeiro tem apresentado avanços consistentes, mantendo percentual superior a 95% de investigação desses óbitos. Entretanto, ainda são observadas diferenças entre as Áreas Programáticas.


3.1. Proporção de investigação de mulheres em idade fértil (MIF) por ano no MRJ, 2012-2025

Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



3.2. Proporção de investigação de MIF por AP e ano no MRJ, 2012-2025


Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.

A linha tracejada corresponde à proporção de investigação do MRJ para fins de comparação com a proporção de investigação de cada AP (linha cheia).



4. Estratégias para redução da mortalidade materna

A redução da mortalidade materna exige uma abordagem multissetorial, com ações articuladas entre vigilância, atenção primária, atenção hospitalar e regulação. No município do Rio de Janeiro, a SMS-Rio tem implementado diversas estratégias nos últimos anos para enfrentar esse desafio. Entre as ações implementadas, destacam-se a ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF) e o aumento da oferta de métodos contraceptivos, com redução significativa do tempo de espera para os métodos definitivos de planejamento reprodutivo. Iniciativas consolidadas incluem a qualificação de profissionais para inserção de anticoncepcionais de longa duração como o dispositivo intrauterino (DIU) e de implante subdérmico, bem como a disponibilização de equipamentos para monitoramento da pressão arterial em gestantes hipertensas. Também merecem destaque a ampliação do acesso ao pré-natal de alto risco, a expansão dos leitos obstétricos nas maternidades municipais e o fortalecimento das ações para efetivar a política de saúde integral da população negra em âmbito municipal. Todas estratégias estão integradas no “Plano Municipal para a Redução da Mortalidade Materna”. No âmbito da vigilância do óbito, pactuações importantes com a equipe do Departamento de Qualidade e Estratégia (DQE) da Subsecretaria de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência (SUBHUE) para a qualificação do preenchimento das Declarações de Óbito, o envio bimensal da “Sala de situação de óbitos e nascimentos” aos hospitais, promove o diagnóstico situacional e o planejamento das ações em saúde de cada instituição. Adicionalmente, novas visitas avaliativas às Comissões Regionais de Mortalidade permitiram identificar fragilidades nos processos de trabalho e promover os ajustes necessários para qualificação das ações. Para além disso, a reformulação da identificação dos problemas durante o processo assistencial potencializa a ferramenta Vigilância do óbito na redução dessas mortes. A articulação entre atenção primária, vigilância, maternidades e atenção hospitalar, no âmbito do Comitê de Prevenção e Controle da Mortalidade Materna, fortaleceu o trabalho integrado e resultou na produção de relatórios técnicos com recomendações que qualificam a assistência e apoiam decisões estratégicas na gestão municipal de saúde.


5. Considerações finais

A mortalidade materna permanece como um desafio prioritário para o município do Rio de Janeiro. Os dados evidenciam avanços, mas também revelam persistentes desigualdades que afetam principalmente mulheres negras, com baixa escolaridade e residentes em territórios com menores índices de desenvolvimento social. Como indicador da qualidade da atenção e do acesso a cuidados adequados, seu monitoramento contínuo é fundamental para orientar ações e políticas públicas que promovam assistência equitativa e qualificada durante a gestação, o parto e o puerpério, prevenindo, assim, óbitos que poderiam ser evitados. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro reafirma o seu compromisso com a redução da mortalidade materna, por meio de ações integradas em todos os níveis assistenciais e de gestão, visando a proteção da saúde de gestantes e puérperas.


6. Apêndices

6.1. Razão de mortalidade materna por AP e ano, MRJ, 2012-2025


Ano AP 1.0 AP 2.1 AP 2.2 AP 3.1 AP 3.2 AP 3.3 AP 4.0 AP 5.1 AP 5.2 AP 5.3 MRJ
2012 45.0 62.5 28.6 8.8 69.9 71.2 76.5 110.9 66.7 63.9 63.7
2013 199.7 31.0 141.8 59.9 82.4 100.8 62.3 31.6 74.9 62.5 75.5
2014 107.1 60.4 55.4 67.5 53.2 38.4 39.6 74.0 96.8 188.4 71.2
2015 21.5 30.5
91.1 55.0 76.7 38.9 106.2 113.6 148.8 74.0
2016 93.4 35.2 30.5 45.1 88.9 108.9 42.3 103.3 65.0 147.9 74.6
2017 93.9 50.9 31.9 98.2 60.3 90.7 40.3 106.7 87.5 159.7 82.9
2018
53.1 31.8 104.3 60.9 59.4 34.5 70.3 27.1 159.6 60.6
2019 49.7 37.5
123.9 65.7 92.9 81.8 90.9 106.2 33.8 81.0
2020 56.7 21.5
111.3 121.5 158.1 83.9 171.6 117.8 192.8 114.0
2021 178.3 90.2 128.9 91.6 146.3 182.3 169.2 155.9 165.9 232.6 156.0
2022 164.4 67.2
72.0 60.2 68.3 67.3 122.1 78.5 78.2 77.4
2023
71.5 132.5 61.9 101.8 57.9 25.7 94.1 59.5 176.9 70.2
2024 36.6
50.0 26.9 45.5 78.8 74.0 52.6 37.3 42.2 48.7
2025 71.9 50.1 49.6 78.2 66.9 77.6 54.8 138.3 49.0 59.3 69.9
a Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



6.2. Número de óbitos maternos por AP e ano, MRJ, 2012-2025


Ano AP 1.0 AP 2.1 AP 2.2 AP 3.1 AP 3.2 AP 3.3 AP 4.0 AP 5.1 AP 5.2 AP 5.3 MRJ
2012 2 4 1 1 5 9 11 10 7 4 55
2013 9 2 5 7 6 13 9 3 8 4 66
2014 5 4 2 8 4 5 6 7 11 12 64
2015 1 2
11 4 10 6 10 13 10 67
2016 4 2 1 5 6 13 6 9 7 9 62
2017 4 3 1 11 4 11 6 9 10 10 70
2018
3 1 11 4 7 5 6 3 10 50
2019 2 2
12 4 10 11 7 11 2 62
2020 2 1
10 7 16 11 13 12 11 83
2021 6 4 3 8 8 17 21 11 16 13 107
2022 5 3
6 3 6 8 8 7 4 50
2023
3 3 5 5 5 3 6 5 9 44
2024 1
1 2 2 6 8 3 3 2 28
2025 2 2 1 6 3 6 6 8 4 3 41
a Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



6.3. Número e proporção de investigação de MIF por ano no MRJ, 2012-2025


Ano Número MIF MIF investigados Proporção MIF investigados (%)
2012 2425 2085 86.0
2013 2481 2211 89.1
2014 2452 2332 95.1
2015 2438 2258 92.6
2016 2472 2319 93.8
2017 2406 2306 95.8
2018 2349 2232 95.0
2019 2484 2350 94.6
2020 2984 2758 92.4
2021 3311 3034 91.6
2022 2386 2285 95.8
2023 2253 2195 97.4
2024 2296 2228 97.0
2025 2332 2220 95.2
a Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.
b MIF - Mulheres em idade fértil (10 a 49 anos).



6.4. Proporção de investigação de MIF por AP e ano no MRJ, 2012-2025


Ano AP 1.0 AP 2.1 AP 2.2 AP 3.1 AP 3.2 AP 3.3 AP 4.0 AP 5.1 AP 5.2 AP 5.3
2012 83.4 90.8 92.1 79.9 89.8 90.5 86.3 79.6 87.1 87.8
2013 87.6 91.1 91.3 83.3 88.1 91.6 88.1 86.2 89.8 97.0
2014 98.5 98.5 97.8 91.3 95.9 95.6 91.6 95.5 96.2 97.6
2015 92.5 98.4 96.4 92.9 94.0 93.0 85.8 97.3 93.5 87.3
2016 94.1 97.6 91.9 95.6 92.2 92.1 90.5 99.0 98.3 82.9
2017 91.7 96.7 94.7 97.0 92.8 96.8 91.5 99.4 99.7 94.7
2018 93.6 100.0 91.8 95.5 91.0 94.5 90.2 98.2 99.0 98.8
2019 95.8 98.2 94.8 95.8 90.7 95.8 85.8 96.9 98.5 96.8
2020 93.9 97.3 73.2 95.0 80.0 95.4 84.7 98.7 98.6 95.3
2021 88.6 89.7 76.0 91.8 95.8 92.1 78.9 96.4 98.5 96.3
2022 96.4 96.0 92.0 97.2 95.0 96.0 88.4 97.9 98.7 99.5
2023 92.4 94.3 97.1 96.0 100.0 98.9 93.0 99.3 100.0 100.0
2024 87.6 94.2 97.4 97.6 100.0 96.2 95.7 97.7 99.1 99.5
2025 86.3 93.7 88.9 95.0 99.5 95.7 92.1 96.4 98.1 98.5
a Fonte: SIM, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.


Relatório produzido pelo CIE - Centro de Inteligência Epidemiológica em 28/05/2026

Dados sujeitos a alterações.
Divulgação restrita pela SMS-Rio.
Não permitida a reprodução.