Hanseníase no município do Rio de Janeiro


Apresentação

Este boletim foi elaborado em conjunto pelo Centro de Inteligência Epidemiológica (CIE) da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e pela Gerência da Área Técnica das Doenças Dermatológicas Prevalentes da Coordenação das Linhas de Cuidado das Doenças Crônicas Transmissíveis da Superintendência de Atenção Primária (SAP), ambos da Subsecretaria de Promoção, Atenção Primária e Vigilância em Saúde (SUBPAV) da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-Rio). Esta edição do boletim epidemiológico é em formato eletrônico e interativo. Doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, a hanseníase tem como principal forma de transmissão as vias aéreas superiores, sendo os indivíduos não tratados e com alta carga bacilar a fonte de infecção mais importante. O agente etiológico apresenta afinidade pelas células da pele e pelos nervos periféricos, o que faz com que as principais manifestações da doença sejam cutâneas e neurais, podendo resultar em deficiências físicas. Essas complicações podem ser evitadas por meio da detecção precoce, do acompanhamento minucioso e do tratamento adequado. Para que isso ocorra, é fundamental que os profissionais de saúde — especialmente aqueles que atuam na Atenção Primária à Saúde — tenham conhecimento dos principais sinais e sintomas da hanseníase, dominem os exames disponíveis para auxílio no diagnóstico e no acompanhamento, saibam classificar os casos e indicar o esquema terapêutico adequado, acompanhar a resposta ao tratamento e os possíveis efeitos adversos da poliquimioterapia única (PQT-U) e das medicações utilizadas nos estados reacionais, além de avaliar e monitorar a função neural. Também é essencial que conheçam e orientem quanto às práticas de autocuidado, contribuam para a desmistificação da doença, combatendo o estigma e o preconceito. Importante exercer a coordenação e continuidade do cuidado buscando o apoio na rede de forma integral nos casos de maior complexidade. Todas essas ações são essenciais para a obtenção dos melhores resultados terapêuticos e impactam positivamente na redução da carga da doença no município. Diante disso, evidencia-se a importância de que todos os profissionais de saúde — agentes comunitários de saúde, técnicos de enfermagem, médicos, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes sociais, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, profissionais de educação física, profissionais de saúde bucal, da saúde mental e médicos da atenção especializada — atuem de forma interdisciplinar visando o melhor acompanhamento da pessoa acometida pela hanseníase. A hanseníase integra a Lista Nacional de Notificação Compulsória, o que exige que todos os casos sejam notificados com informações completas, precisas e atualizadas, em tempo oportuno. O registro adequado dos dados é essencial não apenas para o acompanhamento individual do cuidado, mas também para subsidiar o planejamento, o monitoramento e a implementação de intervenções em saúde pública.


Os dados de hanseníase são atualizados semanalmente e podem ser consultados no Observatório Epidemiológico da Cidade do Rio de Janeiro (EpiRio), disponível no endereço https://svs.rio.br/epirio.


1. Panorama epidemiológico

Ao longo do período analisado, a taxa de detecção de hanseníase apresentou tendência geral de queda passando de 5,8/100 mil (2014) para 2,5/100 mil (2025). Entretanto, foram identificados incrementos pontuais nos anos de 2017, 2021 e 2025, quando se verificou aumento da taxa em relação ao ano imediatamente anterior. No período de 2014 a 2025, foram diagnosticados 2.817 casos novos de hanseníase no Município do Rio de Janeiro (MRJ). Quanto ao perfil sóciodemográfico, observou-se predomínio de casos entre pessoas pardas, do sexo masculino, com idade superior a 45 anos e escolaridade inferior a oito anos de estudo.

A seguir serão apresentados os principais indicadores epidemiológicos da hanseníase no MRJ. Os dados foram obtidos do Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN).


1.1. Taxa de detecção de hanseníase por 100.000 habitantes por ano, município do Rio de Janeiro (MRJ), 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Hanseníase em menores de 15 anos de idade

Conforme observado na tabela, ainda são diagnosticados, anualmente, casos de hanseníase em menores de 15 anos. A ocorrência desses casos caracteriza infecção recente e indica transmissão ativa da doença entre os contatos da criança ou do adolescente. A identificação de casos de hanseníase nessa faixa etária requer atenção especial dos serviços de saúde. Nesses casos, é obrigatória a utilização do formulário específico — Protocolo Complementar de Investigação Diagnóstica de Hanseníase em Menores de 15 Anos (PCID < 15 anos) —, bem como a intensificação das ações de vigilância de contatos. A persistência desses casos evidencia fragilidades nas ações de vigilância epidemiológica, no diagnóstico oportuno e na interrupção da cadeia de transmissão da hanseníase no território.


1.2. Distribuição do total de casos novos e em < 15 anos de idade por ano, MRJ, 2014-2025

Ano_diagnostico/Faixa_etaria_ <15 anos >=15 anos Total
2014 5.1% (19) 94.9% (356) 100.0% (375)
2015 3.1% (10) 96.9% (312) 100.0% (322)
2016 3.6% (9) 96.4% (241) 100.0% (250)
2017 4.3% (14) 95.7% (314) 100.0% (328)
2018 4.8% (13) 95.2% (256) 100.0% (269)
2019 3.8% (10) 96.2% (251) 100.0% (261)
2020 1.9% (3) 98.1% (154) 100.0% (157)
2021 3.6% (7) 96.4% (190) 100.0% (197)
2022 2.1% (4) 97.9% (189) 100.0% (193)
2023 2.7% (4) 97.3% (145) 100.0% (149)
2024 4.0% (6) 96.0% (144) 100.0% (150)
2025 3.5% (6) 96.5% (166) 100.0% (172)
Total 3.7% (105) 96.3% (2,718) 100.0% (2,823)
a Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.3. Taxa de detecção de hanseníase por 100.000 habitantes por Área de Planejamento (AP) e ano, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Distribuição geográfica

O comportamento espacial da hanseníase no último ano é representado em mapa, agregado por malha hexagonal, demonstrando a distribuição de densidade de casos pelo município. Observa-se uma concentração acentuada de casos em boa parte das AP da cidade, com concentrações próximas ou dentro de áreas de vulnerabilidade social mais acentuada, como observado em clusters nas AP 4.0 e 3.1, onde houve frequência de hexágonos com 4 casos ou mais. O mapa revela uma forte associação espacial entre os aglomerados de casos e os Territórios Sociais, identificados pelas hachuras alaranjadas. A sobreposição entre as camadas é particularmente evidente em áreas de alta densidade demográfica, como o Complexo da Maré (AP 3.1), Complexo do Alemão (AP 3.1) e Rio das Pedras (AP 4.0). O padrão espacial reforça a determinação social da doença, evidenciando que a circulação permanece vinculada a um contexto urbano de vulnerabilidade social e alta densidade demográfica.


1.4. Distribuição geográfica de casos novos de hanseníase no MRJ

Concentração espacial por grade hexagonal de área de residência, MRJ, 2025


Concentração espacial por grade hexagonal de área de residência, MRJ, 2024


1.5. Distribuição por sexo (A), faixa etária (B), raça/cor (C) e escolaridade (D) dos casos novos de hanseníase por ano

Distribuição proporcional no MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Modo de entrada

Durante todo o período analisado o tipo de entrada caso novo foi predominante e no último ano correspondeu a 85,6%, seguido por recidiva com 5,5%, outros tipos de reingresso 5,5%, transferência de unidade 2% e transferência de município 1,5%. Desde 2024 não houve registro de casos com informação ignorada do modo de entrada e durante toda a série esse percentual sempre ficou abaixo de 1%, indicando o processo de qualificação das fichas de notificação. A maior proporção de casos novos expressa a manutenção da carga da doença, reforçando que ações de vigilância precisam ser realizadas e priorizadas. O cenário das AP é semelhante ao do município como um todo, com predomínio do modo de entrada como caso novo, entretanto, algumas AP apresentam proporção mais elevada de recidivas quando comparadas ao MRJ. Em toda a série histórica, predomina a classificação operacional multibacilar, em concordância com o padrão observado globalmente. Essa forma é a principal responsável pela manutenção da cadeia de transmissão, devido à maior carga bacilar e potencial de disseminação do agente infeccioso.


1.6. Modo de entrada de casos de hanseníase

Distribuição proporcional no MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Distribuição proporcional por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



1.7. Proporção de casos novos de hanseníase segundo classificação operacional no momento do diagnóstico

Distribuição proporcional no MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Distribuição proporcional por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Cura e abandono no tratamento da hanseníase

Ao longo da série histórica, observa-se a cura nos casos novos de hanseníase do MRJ, com proporções entre 76,4 e 87,1%, indicando um desempenho regular da qualidade do acompanhamento. Contudo, há uma redução importante da cura entre 2019 e 2020, seguida de recuperação a partir de 2021 com discreta oscilação nos anos subsequentes.Já a proporção de abandono apresenta variações importantes ao longo do período, com pico em 2020, coincidindo com a queda da cura, e posterior redução nos anos seguintes. Esses achados reforçam a necessidade de manter e intensificar estratégias de acompanhamento longitudinal dos casos, com foco na adesão terapêutica, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade, a fim de sustentar os ganhos observados na cura e reduzir o risco de incapacidades e manutenção da cadeia de transmissão. Quanto ao cenário por AP, este também se apresenta com predomínio da cura, embora com heterogeneidade importante entre os territórios. No último ano de análise, as AP 5.3, 3.2 e 4.0 apresentaram aumento do abandono.


1.8. Proporção de cura e de abandono de hanseníase entre os casos novos de diagnóstico nos anos das coortes

Proporção no MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Proporção por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.




2. Prevenção e tratamento de incapacidades físicas

A Avaliação Neurológica Simplificada (ANS) é um exame obrigatório, cujo objetivo é monitorar a função neural da pessoa acometida pela hanseníase. Deve ser realizada nos três níveis de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), no momento do diagnóstico, a cada três meses durante o tratamento e na alta por cura. Adicionalmente, a ANS deve ser repetida sempre que houver ocorrência de reações hansênicas ou surgimento de novas queixas neurológicas. Trata-se de um exame fundamental para o acompanhamento do paciente e para a prevenção de incapacidades físicas. A ANS possibilita a avaliação do Grau de Incapacidade Física (GIF), que deve ser obrigatoriamente registrado no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no momento do diagnóstico e na alta por cura. A análise dos indicadores relacionados ao GIF é essencial para a avaliação da qualidade da assistência prestada pelos serviços de saúde, especialmente no que se refere às ações de detecção precoce, prevenção de incapacidades e acompanhamento dos casos de hanseníase. A presença de incapacidades físicas visíveis no momento do diagnóstico caracteriza o Grau de Incapacidade Física 2 (GIF 2). A proporção de casos novos diagnosticados com GIF 2 constitui um importante indicador da efetividade das ações de detecção precoce da doença. Ressalta-se, contudo, que esse indicador deve ser analisado apenas quando o percentual de casos novos com avaliação do grau de incapacidade física registrada no momento do diagnóstico for igual ou superior a 75%. No município do Rio de Janeiro, observa-se que a cobertura de avaliação do GIF manteve-se acima de 75% em praticamente todo o período, com valores elevados entre 2014 e 2024. Em 2025, entretanto, essa cobertura caiu para 70,3%, ficando abaixo do patamar mínimo recomendado. Esse cenário sugere que, em 2025, a avaliação do grau de incapacidade não foi realizada em parte dos casos ou não foi registrada de forma oportuna no sistema. Assim, a proporção de casos com GIF 2 em 2025 deve ser desconsiderada para análise e comparação com os demais anos. Entre 2014 e 2024, observa-se que o GIF 2 variou ao longo do tempo, com elevação em 2014, 2016 e 2017 (com destaque para 2016 = 13,6% e 2017 = 11,2%). Nos demais anos, o indicador permaneceu no parâmetro médio adotado no boletim, com oscilações em torno desse patamar e menor valor em 2023 (6,0%), seguido de aumento em 2024 (8,7%). A presença de GIF 2, mesmo em nível médio, reforça a necessidade de manter e aprimorar estratégias de diagnóstico oportuno, incluindo educação em saúde, capacitação das equipes, busca ativa e qualificação do registro da avaliação do grau de incapacidade.


2.1. Grau de incapacidade avaliado no momento do diagnóstico

Proporção de casos novos com grau de incapacidade física avaliado no momento do diagnóstico no MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações. Nota: A linha horizontal tracejada em 75% corresponde ao nível de avaliação que permite calcular a proporção de casos diagnosticados com GIF II.



Proporção de avaliação por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações. Nota: A linha horizontal tracejada em 75% corresponde ao nível de avaliação que permite calcular a proporção de casos diagnosticados com GIF II.



Proporção de casos novos com grau 2 de incapacidade física no momento do diagnóstico, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Proporção de casos diagnosticados com grau 2 por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



2.2. Grau de incapacidade avaliado entre os casos curados no momento da alta nos anos das coortes

Proporção de avaliação, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Proporção de avaliação por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



3. Vigilância de contatos de casos novos

A investigação de contatos constitui o método de detecção de casos de hanseníase com a melhor base de evidências disponível. É fundamental que todos os contatos de casos diagnosticados sejam examinados, como estratégia prioritária para a detecção precoce e interrupção da cadeia de transmissão da doença. A proporção de contatos examinados no MRJ apresenta uma tendência geral de melhora nas coortes mais recentes, embora com comportamento variável ao longo do período. Os melhores resultados concentram-se em 2022 e 2024, sugerindo fortalecimento das ações de vigilância e do acompanhamento de contatos. Já a queda na coorte de 2025 deve ser interpretada com cautela, pois é compatível com atualização não oportuna no sistema de informação (SINAN) e com a consolidação tardia do indicador, que geralmente se completa apenas ao término do tratamento e atualização no sistema. É importante conhecer a definição de contato de acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Hanseníase (PCDT) - toda pessoa que resida ou tenha residido, conviva ou tenha convivido com a pessoa acometida por hanseníase no âmbito domiciliar, nos cinco anos anteriores ao diagnóstico, independentemente de vínculo familiar. A utilização desse conceito é essencial para garantir a avaliação de todos os indivíduos que tiveram contato próximo e prolongado com o caso diagnosticado. Todos os contatos devem ser submetidos a exame físico completo. Além da avaliação clínica, é indicada a realização do teste rápido para hanseníase. Nos contatos com teste reagente, recomenda-se o acompanhamento anual por meio de vigilância ativa. Para aqueles com teste não reagente, deve ser realizada vigilância passiva, com orientações quanto aos sinais e sintomas da doença, incentivo ao autoexame e orientação para retorno ao serviço de saúde sempre que necessário. Adicionalmente, deve ser administrada a vacina BCG, quando indicada, conforme as recomendações vigentes do Programa Nacional de Imunizações. O adequado preenchimento dos campos referentes a contatos registrados e contatos examinados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é imprescindível para a qualificação da vigilância epidemiológica e para o monitoramento das ações de controle da hanseníase.


3.1. Proporção de contatos examinados de casos novos de hanseníase diagnosticados nos anos das coortes

Proporção de examinados, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



Proporção de examinados por AP, MRJ, 2014-2025

Fonte: SINAN, SMS-RJ. Dados sujeitos a alterações.



4. Considerações finais

Este boletim traça um panorama atualizado da hanseníase no município do Rio de Janeiro, por meio da análise dos principais indicadores epidemiológicos e operacionais da doença. A hanseníase permanece endêmica em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil, configurando-se como um importante desafio para os serviços de saúde pública. Nesse contexto, é fundamental a atuação de uma Atenção Primária à Saúde (APS) voltada para a vigilância e qualidade do cuidado, com capacidade para a suspeição clínica e acompanhamento adequado das pessoas acometidas pela doença, por meio de um trabalho interdisciplinar. O diagnóstico precoce, realizado por meio da busca ativa de contatos na APS e fundamentado em abordagens baseadas em boas práticas, contribui de forma decisiva para o planejamento, monitoramento e avaliação de ações estratégicas, visando garantir a atenção integral à saúde da população. Os indicadores analisados neste boletim evidenciam a necessidade de fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica e de controle da hanseníase, destacando a importância do registro qualificado e oportuno das informações como instrumento essencial para o monitoramento da situação epidemiológica e para a tomada de decisão por gestores e equipes de saúde.


Relatório produzido pelo CIE - Centro de Inteligência Epidemiológica em 26/01/2026

Dados sujeitos a alterações.
Divulgação restrita pela SMS-Rio.
Não permitida a reprodução.